Conceitos sobre o CFTV e cercas
elétricas em condomínios
Não adianta: a busca pelo aumento dos níveis de segurança nos
condomínios só cresce. E com isso, dúvidas sobre uso correto do CFTV e Cercas
elétricas são cada vez mais frequentes. Afinal, o que é mais importante, o
monitoramento de todas as áreas do empreendimento ou a privacidade dos
moradores? E quanto à instalação de cercas elétricas, existe legislação?
Segmar serviços em segurança eletrônica consultou especialistas em
administração, direito e segurança condominial para esclarecer estas dúvidas.
Veja!
Locais que devem ser monitorados
Há espaços no condomínio que devem ser sempre filmados: as chamadas
áreas de acesso, como portaria e entrada e saída da garagem. São nesses
locais, também, que devem estar os melhores equipamentos do condomínio. Áreas
de grande trânsito, como o hall social,
entradas e saídas de escadas, a rota
entre as garagens e o elevador também merecem monitoramento.
Contra vandalismo
Locais que sofram com depredação
ou vandalismo, uma câmera com um pouco mais de resolução pode servir. Salão
de festas, áreas gourmets, entre outros, têm mais chance de causar polêmica. De
um lado, o condômino que reservou o local é o responsável, e deve pagar por
possíveis danos que aconteçam durante o período de locação. De outro, é
possível que o local sofra com vandalismo reiterado. Uma opção é manter câmeras
no local apenas gravando, sem a opção de visualização. Nesse caso, as imagens
da festa só serão acessadas futuramente, caso haja algum problema.
Monitoramento não recomendado
Banheiros e vestiários, por exemplo, não podem ser filmados. A piscina é
uma área que, em geral, não convém
ser filmada também.
Riscos jurídicos para o condomínio
O ideal para a instalação e manutenção desses equipamentos é que seja
feito por uma empresa especializada. O condomínio tem responsabilidade civil
caso uma criança se machuque na cerca ou se um vídeo comprometedor ocorrido em
suas dependências chegue ao Youtube,
por exemplo. É importante também que haja placas avisando sobre a presença de
cercas eletrificadas e das câmeras em todos os locais, evitando problemas e
riscos de acidentes para os condôminos e funcionários.
Uso das imagens
É importante saber como proceder com os pedidos, que certamente virão
dos moradores.
O ideal é que as imagens só sejam cedidas aos condôminos por pedido judicial. Dessa forma o condomínio se protege de possíveis processos do futuro. Quando houver ingresso na Justiça pedindo as gravações, o morador também deve avisar o síndico sobre a requisição. Dessa forma, as imagens não são descartadas.
O ideal é que as imagens só sejam cedidas aos condôminos por pedido judicial. Dessa forma o condomínio se protege de possíveis processos do futuro. Quando houver ingresso na Justiça pedindo as gravações, o morador também deve avisar o síndico sobre a requisição. Dessa forma, as imagens não são descartadas.
Entretanto, apesar de menos cautelosa e não recomendada pelos advogados
consultados, a realidade em vários condomínios é outra. Muitas vezes, quando há
um problema, como um carro riscado na garagem ou um ato de vandalismo em área
comum, o síndico pode assistir às imagens com as partes interessadas. Dessa
forma, o uso da câmera agiliza a solução do problema.
Além disso, é importante que as câmeras das áreas internas do condomínio
não sejam transmitidas às unidades.
O correto é que os moradores tenham acesso unicamente às câmeras de entrada e
saída de portaria e da garagem.
Legislação
As regras para uso tanto das imagens do condomínio quanto da instalação
das cercas elétricas variam de acordo com a região. Por exemplo, é obrigatória
a sinalização desses dois equipamentos. As cercas elétricas podem ter potência
máxima de cinco joules (10000 v). A empresa responsável pelo equipamento deve
contar com profissional habilitado pelo CREA e contar com um engenheiro
eletricista como responsável técnico.
Outro local em que há legislação específica sobre o tema é Brasília. Na
capital do país há a lei 3.424/2004, que rege o uso de equipamentos de
segurança em ambientes particulares.
Na grande maioria dos estados e municípios brasileiros não há
regulamentação sobre o tema. O que se espera sempre é um uso racional e
seguro das cercas elétricas e das imagens geradas dentro do condomínio, que
devem ser geradas para aumentar a segurança no local e não gerar
constrangimento seja em funcionários ou em moradores.
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