1- Como está o mercado de segurança eletrônica no Brasil?
Mesmo
com os impactos da crise econômica e política pela qual o país passa
atualmente, o mercado de segurança eletrônica continua registrando índices de
crescimento. Isso ocorre devido a uma junção de diversos fatores. De um lado, o
empenho de seus empresários no sentido de investir na busca de alternativas
para enfrentar os desafios da crise, buscando tornar suas empresas cada vez
mais competitivas, por meio de investimentos em desenvolvimento de novas
tecnologias, qualidade de produtos e serviços, capacitação e capacidade
produtiva. E, de outro, as oportunidades geradas pela redução dos investimentos
em segurança dos governos federal, estaduais e municipais que acabam
estimulando os investimentos privados, a facilitação ao acesso a novas
tecnologias nesta área, a necessidade das pessoas e empresas continuarem
investindo em segurança preventiva e na atualização dos sistemas que já mantêm
e ainda a redução das importações, ocasionadas pela elevação da taxa de câmbio.
2-
Quais são os principais desafios deste mercado?
Entre
os principais desafios do mercado de segurança eletrônica estão a
regulamentação da atividade e o aumento do conhecimento do consumidor final
sobre sua importância em relação à segurança das pessoas, seu patrimônio e ao
desenvolvimento tecnológico e socioeconômico do país.
3- E as
principais tendências?
A
tendência desse mercado é que cada vez mais seus produtos e serviços façam
parte do dia a dia dos consumidores – empresas e pessoas – como ferramentas que
auxiliam os órgãos públicos a garantir a segurança dos cidadãos. E, dessa
forma, continue crescendo, até pelo potencial de mercado que o país apresenta.
Estima-se, por exemplo, que somente 15% das residências brasileiras utilizam
sistemas eletrônicos de segurança, enquanto que na Europa essa situação é
inversamente proporcional. Lá são 85%. Esses dados dão uma ideia do potencial
do mercado de segurança eletrônica brasileiro. Também, a integração do segmento
de segurança eletrônica com o de automação e a internet das coisas para o
segmento. Tudo integrado, facilitando o controle e aumentando o nível de
segurança do usuário.
4 –
Números do setor.
O
segmento de sistemas eletrônicos de segurança registrou, em 2015, crescimento
no faturamento de 6% em comparação a 2014, atingindo R$ 5,4 bilhões. Vale
ressaltar, nesse contexto, que a indústria nacional de sistemas de alarmes
obteve um crescimento de 15% em seu faturamento no mesmo período. Isso ocorreu
devido à valorização cambial que reduziu as importações e estimulou o
crescimento dessa área, que, em especial, aproveitou essa oportunidade para
investir, ocupar o espaço aberto pela redução de importações e crescer.






