sábado, 11 de junho de 2016

Confira abaixo depoimento da Presidente da ABESE (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), sobre o panorama do mercado e as expectativas.

http://exposec.tmp.br/16/selma-migliori-presidente-da-abese-fala-sobre-o-mercado-de-seguranca-eletronica-e-as-expectativas-para-a-exposec-2016/




1- Como está o mercado de segurança eletrônica no Brasil?
Mesmo com os impactos da crise econômica e política pela qual o país passa atualmente, o mercado de segurança eletrônica continua registrando índices de crescimento. Isso ocorre devido a uma junção de diversos fatores. De um lado, o empenho de seus empresários no sentido de investir na busca de alternativas para enfrentar os desafios da crise, buscando tornar suas empresas cada vez mais competitivas, por meio de investimentos em desenvolvimento de novas tecnologias, qualidade de produtos e serviços, capacitação e capacidade produtiva. E, de outro, as oportunidades geradas pela redução dos investimentos em segurança dos governos federal, estaduais e municipais que acabam estimulando os investimentos privados, a facilitação ao acesso a novas tecnologias nesta área, a necessidade das pessoas e empresas continuarem investindo em segurança preventiva e na atualização dos sistemas que já mantêm e ainda a redução das importações, ocasionadas pela elevação da taxa de câmbio.
2- Quais são os principais desafios deste mercado?
Entre os principais desafios do mercado de segurança eletrônica estão a regulamentação da atividade e o aumento do conhecimento do consumidor final sobre sua importância em relação à segurança das pessoas, seu patrimônio e ao desenvolvimento tecnológico e socioeconômico do país.
3- E as principais tendências?
A tendência desse mercado é que cada vez mais seus produtos e serviços façam parte do dia a dia dos consumidores – empresas e pessoas – como ferramentas que auxiliam os órgãos públicos a garantir a segurança dos cidadãos. E, dessa forma, continue crescendo, até pelo potencial de mercado que o país apresenta. Estima-se, por exemplo, que somente 15% das residências brasileiras utilizam sistemas eletrônicos de segurança, enquanto que na Europa essa situação é inversamente proporcional. Lá são 85%. Esses dados dão uma ideia do potencial do mercado de segurança eletrônica brasileiro. Também, a integração do segmento de segurança eletrônica com o de automação e a internet das coisas para o segmento. Tudo integrado, facilitando o controle e aumentando o nível de segurança do usuário.
4 – Números do setor.

O segmento de sistemas eletrônicos de segurança registrou, em 2015, crescimento no faturamento de 6% em comparação a 2014, atingindo R$ 5,4 bilhões. Vale ressaltar, nesse contexto, que a indústria nacional de sistemas de alarmes obteve um crescimento de 15% em seu faturamento no mesmo período. Isso ocorreu devido à valorização cambial que reduziu as importações e estimulou o crescimento dessa área, que, em especial, aproveitou essa oportunidade para investir, ocupar o espaço aberto pela redução de importações e crescer.

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